Eleições 2026: segundo turno — minha escolha é o PL

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Registro o segundo turno de 25 de outubro, compartilho minha preferência por Flávio Bolsonaro, comparo propostas de PL e PT e explico minhas críticas ao histórico dos governos petistas.

Minha escolha para presidente é Flávio Bolsonaro, do PL, número 22. É o meu candidato e meu favorito no sentido de preferência pessoal. Não apresento essa escolha como resultado de pesquisa nem como previsão de vitória. Lula, do PT, número 13, é o outro candidato no segundo turno.

25 de outubro: meu compromisso com o voto

Registro na minha agenda o segundo turno das eleições presidenciais de 2026: domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A votação acontece na seção eleitoral de cada eleitor. Este registro acompanha a data da eleição; não é um comício ou encontro organizado por mim. Confiro minha seção e as orientações para votar nos canais da Justiça Eleitoral.

Calendário oficial do TSE · Candidaturas confirmadas pelo TSE.

Como comparo as propostas

Leio os planos registrados no TSE. Abaixo resumo alguns pontos: são compromissos das candidaturas, ainda sujeitos a execução, orçamento e decisões do Congresso. Os números de página correspondem aos impressos nos documentos.

TemaPL — Flávio BolsonaroPT — Lula
AdministraçãoPropõe cortar pelo menos dez ministérios e reduzir despesas administrativas e cargos comissionados (p. 69).Defende o Estado como indutor do desenvolvimento, com investimento público e privado em infraestrutura (p. 48).
Contas públicasPropõe reformar regras fiscais para estabilizar e reduzir a dívida, buscando superávit primário (p. 71).Propõe manter o novo arcabouço fiscal, controlar despesas e melhorar a qualidade do gasto (p. 49).
EconomiaPrevê desestatização caso a caso e revisão de tributos sobre produção e consumo (pp. 70 e 72).Defende fortalecer a Nova Indústria Brasil e apoiar inovação e pesquisa (p. 50).

Superávit primário significa arrecadar mais do que se gasta antes do pagamento dos juros da dívida. Arcabouço fiscal é o conjunto de regras para organizar receitas e despesas federais. Desestatização pode envolver a venda ou transferência de atividades de empresas públicas, conforme cada caso.

Ler o plano completo do PL · Ler o plano completo do PT · Conferir as fontes no TSE.

Por que prefiro o PL

Prefiro a direção de enxugar a administração e cobrar disciplina nas contas públicas. Para mim, governo precisa justificar cada despesa e entregar resultados. Ministério não é troféu para acomodar aliado, e orçamento não é dinheiro sem dono. Apoio o PL, mas não assino cheque em branco: vou cobrar custos, prazos e resultados do candidato que escolhi.

Minha crítica ao PT: propaganda não paga a conta

O PT ocupou a Presidência de 2003 a 2016 e voltou em 2023. Entre esses períodos governaram Michel Temer e Jair Bolsonaro. Portanto, não foram vinte anos seguidos. Ainda assim, considero que houve tempo de sobra para apresentar resultados sem tratar cada eleição como a estreia de um governo que nunca governou. Se promessa fosse obra pronta, o país já estaria inaugurado pela terceira vez.

1. Produção e oportunidades: a recessão não foi um detalhe

O IBGE, na revisão publicada em 2018, registrou queda do PIB de 3,5% em 2015 e de 3,3% em 2016. PIB é a medida da produção da economia. Em 2015 governava Dilma; 2016 teve a transição para Temer. Não atribuo cada causa ao PT, mas cobro o histórico de decisões do governo Dilma diante dessa crise. Na minha avaliação, vender competência econômica depois desse desempenho exige uma memória bastante seletiva.

IBGE — revisão das quedas de 2015 e 2016.

2. Investimento: o futuro também paga a conta

Na mesma série do IBGE, a taxa de investimento caiu de 19,9% do PIB em 2014 para 15,5% em 2016. Isso mede quanto da produção foi destinado à formação de capital, como máquinas e construções. Vejo nessa queda um sinal grave para a capacidade de produzir e crescer. Discurso sobre desenvolvimento é fácil; difícil é explicar por que a disposição de investir encolheu tanto.

IBGE — contas nacionais e investimento.

3. Poder de compra: inflação não aceita slogan

O IPCA, índice que acompanha os preços ao consumidor, chegou a 10,67% em 2015. Preços maiores reduzem o que uma mesma quantia consegue comprar. Para mim, esse é um fracasso que nenhuma peça publicitária consegue disfarçar. Se slogan abastecesse despensa, inflação seria apenas uma questão de escolher uma frase bonita.

Banco Central — relatório de 2015.

4. Gestão do orçamento: responsabilidade não é enfeite

Em 31 de agosto de 2016, o Senado retirou o mandato de Dilma Rousseff, mantendo seus direitos políticos. A decisão tratou de crimes de responsabilidade ligados a decretos de crédito suplementar e operações do Plano Safra. Não é uma condenação criminal. Minha crítica é à condução do orçamento: regra fiscal não deveria ser levada a sério apenas quando atrapalha o adversário.

Senado — decisão sobre o impeachment.

O que cobro agora

Esses episódios mostram perdas de produção, investimento e poder de compra em períodos determinados. Não são uma conta de tudo o que aconteceu no Brasil, nem uma prova de que todo problema nasceu no PT. Não apago avanços sociais ou a responsabilidade de outros governos. Mas também não aceito que conquistas sirvam de borracha para crises e erros.

Minha avaliação é dura: o PT pede continuidade enquanto oferece uma narrativa sempre pronta para transformar cobrança em perseguição. Eu prefiro mudança e escolho o PL. Quero menos espetáculo sobre intenções e mais prestação de contas sobre resultados. Minha preferência tem nome; minha cobrança também terá endereço, qualquer que seja o vencedor.

Para consultar os documentos sem os meus comentários, disponibilizo meu roteiro de leitura dos planos de governo. Esta publicação expressa minha opinião pessoal, AlexCSilva. Os dados históricos citados não descrevem automaticamente a situação econômica de 2026.